E vamos a luta!

A você que acompanha meu blog e a você que está chegando agora, neste dia 8 de março lanço a reflexão

QUAL O MEU PAPEL NA LUTA PELA AMPLIAÇÃO DO ESPAÇO FEMININO NA TECNOLOGIA?

Primeiramente, fatos sobre mim… Criei esse blog no primeiro ano da graduação pois desde que passei no vestibular ouvi coisas do tipo “você vai fazer computação? mas sabe que só tem homens lá né?” “mas será que você vai se adaptar num ambiente predominado por homens?” “sério que você vai fazer computação? não é tua cara.”

Bem, se as pessoas geralmente ainda tem uma visão dessa sobre a área de TI, o que também é fator que desencoraja meninas a adentrarem essa área ou mesmo desistir de seguir carreira nela (além de outros fatores que já falamos sobre aqui no blog), então pensei comigo “eu deveria contar a todo mundo o quão boa estou achando a experiência de estar nessa área e assim chamar mais meninas para conhecê-la”. E assim nasceu o Ela é tech!

Desde então, posso dizer que passei por vários episódios bons e ruins, mas que num geral, tenho muitas pessoas que me apoiam na causa e muitos colegas homens que nunca me trataram de maneira diferenciada ou inferior só porque sou uma mulher na computação (colegas e amigos, inclusive, que sempre me dão apoio e incentivo). Entretanto, preciso falar sobre aquelas palavras ou fatos ruins que já aconteceram não somente comigo e que COM CERTEZA são fator negativo na luta por mais mulheres conquistando seu espaço nesta área.

Que fatos ou palavras são essas e que lição podemos extrair dessas coisas para responder a pergunta lançada neste post? Irei citar três deles, mas se você lembrar de mais alguma coisa que possa contribuir para este post, sinta-se a vontade para comentar para que possamos acrescentar aqui.

  • #1: “Você deveria estudar IHC (Interação Humano Computador) ou Engenharia de Software porque não precisa saber programar pra isso.” Percebe a quantidade de coisas negativas nesta falácia? Primeira coisa: TODA ÁREA DE CONHECIMENTO da computação tem sua importância, e se não envolve uma atividade prática de programação, esta área não deixa de ser menos importante por conta disso. Além disso, ninguém é detentor da verdade absoluta para fazer uma afirmação como essa sem pesquisar ou conhecer antes. Segunda coisa: qual o sentido em rotular que determinada área de conhecimento foi feita para somente um tipo de sexo? Isso mesmo, não tem sentido nenhum.
  • #2: “Computação só tem mulher feia.” Acho que nem precisa explicar muito a baboseira que há nessa frase né? Nós, mulheres da TI, podemos ser e gostar do que quisermos e estar no lugar em que quisermos, que isso não interfere em nada a nossa capacidade intelectual.
  • #3: O projeto Delete Seu Preconceito foi uma iniciativa super bacana em que as meninas da área expuseram coisas ruins que já ouviram. Contudo, vendo as postagens da página do projeto, há muitos comentários machistas e desnecessários. Só quem já passou por uma situação como essa sabe que não é frescura, não é vitimismo! Eu, por exemplo, sou da “zueira” e levo tudo na brincadeira, mas sei diferenciar quando o comentário é uma brincadeira e quando foi feito pra provocar e ofender.

Essas três coisas parecem pequenas para quem vê de fora, mas como eu disse agora há pouco, fazem toda a diferença para quem as vivencia. A luta começa quando você para de falar coisas desse tipo e percebe o quão preconceito está sendo e o quanto está magoando quem está ouvindo. Essa pessoa, não seja ESSA PESSOA.

Abraços

 

Da série: erros super chatos que o Latex nos proporciona

Com o intuito de não esquecer a solução de um dos vários problemas que tenho no Latex, irei disponibilizar para vocês as correções de erros que tenho obtido ao longo da escrita da minha dissertação. Como cada erro levou um bom tempo para ser corrigido, irei postá-los aqui no blog pois irá ajudar tanto eu a não esquecê-los como vocês que buscam por soluções.

E o capítulo de hoje será… “Referenciando equações do ambiente align“.

Eis que eu tinha um conjunto de equações semelhante ao do exemplo abaixo, e queria dar um label a cada uma delas para poder referenciá-las ao longo do texto…

\begin{subequations}
    \label{equation:exemplo}
    \begin{align}
        \text{Minimizar } & c^Tx \label{eq:1}\ \\
        \text{sujeito a }& Ax \geq b \label{eq:2}\ \\
        & x \in \mathbb{Z}^n \label{eq:3}
    \end{align}
\end{subequations}

As equações \eqref{eq:1}, \eqref{eq:2} e \eqref{eq:3}...

Qual o erro deste código? NENHUM. E as bibliotecas corretas, foram importadas? Sim,  o pacote amsmath que permite o uso dos ambientes subequations e align está lá. Mesmo assim, o seguinte erro surge: “Package amsmath Error: Multiple \label’s: label ‘eq3’ will be lost.” 

Em outras palavras, o erro é que havia alguma outra equação ou conjunto de equações nomeada ‘eq3’ que estava causando conflito com as referências do exemplo que tinha acabado de criar.

Beleza… MAS QUE RAIOS DE ‘EQ:3’ É ESSA?

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Dando uma checadinha no meu código, descubro que eu fiz um outro conjunto de definições antes desta, onde o label destas equações estava contido no lugar errado, como no exemplo abaixo.

\begin{subequations}
    \begin{align}
        \text{Minimizar } & c^Tx \\
        \text{sujeito a }& Ax \geq b \\
        & x \in \mathbb{Z}^n
    \label{eq3}
    \end{align}
\end{subequations}

O código \label{eq3}, que serve para referenciar o conjunto todo de equações neste exemplo, deveria estar do lado de fora da declaração do ambiente align, e não dentro como tinha feito antes. Ou seja,

\begin{subequations}
    \begin{align}
        \text{Minimizar } & c^Tx \\
        \text{sujeito a }& Ax \geq b \\
        & x \in \mathbb{Z}^n
    \end{align}
    \label{eq3}
\end{subequations}

Moral da história: pense fora da caixa, pois o erro nem sempre está no trecho de código que você imaginava estar.

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Kor Adana apoia mulheres na TI

A série Mr. Robot tem como trama principal a história de Elliot Alderson, hacker e engenheiro de segurança de redes que sofre de distúrbios psicológicos. Como a série aborda diversos cyber ataques, estes que são aplicados desde a “simples” usuários como a grandes corporações, é notável que há preocupação com a precisão técnica desses eventos. Aí é que entra em cena (ou neste caso, nos bastidores) o roteirista, produtor e consultor hacker Kor Adana.
Como a série conta com mais hackers do que Elliot, o legal dela é que não apenas um estereótipo de hacker é apresentado, mas sim, diversos perfis deles, inclusive mulheres. E sobre isso, Kor fala que o intuito é de fato incentivar que mais mulheres adentrem a área tecnológica.

Imagem: Reprodução do Twitter
Fonte: Revista Super Interessante (edição fevereiro/2017)

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Semana de Ada Lovelace #2

Oláááááá amigos!

Ontem fiquei devendo um post para vocês não somente por ser semana de Ada Lovelace, mas também porque ontem (11/10/16) foi comemorado o dia dela. Há diversas comemorações desse dia no mundo, não necessariamente no dia 11, mas que de alguma forma não deixam passar em branco o dia da primeira mulher tech da história. Você pode acompanhar quais são esses eventos na página Finding Ada. Aqui no Brasil, o evento acontecerá dia 26/10/16, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que você pode acompanhar pelo evento no Facebook. Eu espero poder ir!

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Fonte: Penguim Random House

Bem, já fizemos alguns posts aqui no blog contando mais sobre nossa mãe da computação, que você pode conferir em Dia do(a) programador(a) e Superpoderosas – História da Computação. Para complementar o que já sabemos sobre Ada Lovelace, eu encontrei um vídeo estilo Draw my life (“Desenhando minha vida”) bem bacana contando a história dela, que apesar de estar em inglês, está fácil de entender (e pra quem não está habituado, os desenhos estão bem explicativos). Confere aí! 🙂

Semana de Ada Lovelace

Olá amigos!

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Fonte: fossbytes

Vocês sabiam que em 2009 a jornalista e consultora de software Suw Charman-Anderson fundou um dia denominado Dia de Ada Lovelace (em inglês, Ada Lovelace Day)? Segundo o portal Finding Ada, esse dia é comemorado toda segunda semana de outubro como reconhecimento às conquistas das mulheres nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Alguns podem perguntar: “Tá, e daí”? A você que questiona isso, saiba que a importância desse dia é relevante, pois essas áreas ainda são dominadas por homens, visto que muitas vezes as meninas desde cedo não recebem incentivo e nem são encorajadas a fazer parte dessa área, bem como sentem-se intimidadas pelo fato de haver mais homens atuando nelas.

Outro ponto que vale ser ressaltado também é que muitas vezes as mulheres não tem o devido reconhecimento por seus feitos e conquistas na área de computação, sendo que desde os primórdios fazem parte delas, ainda que em minoria (Ada Lovelace é o exemplo de primeira programadora da história). Muitas pessoas sequer sabem da existência do time feminino de programadoras do ENIAC, o primeiro computador de larga escala da história.

Por isso, como este ano o Dia de Ada Lovelace é comemorado em 11 de outubro, essa semana será dedicada a postagens sobre o assunto Mulheres na Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, para que mais meninas e mulheres sintam-se encorajadas e interessadas a fazer ciência e história conosco que já trilhamos por este caminho.

Etimologia da computação: blog

blog_elaetech

Olá leitores do meu blog!

Já pararam para pensar de onde surgiu o termo blog para se referir a páginas web onde se pode adicionar posts como se fosse um diário digital? Então, tudo começou em 1997, quando um cara barbudão e headbanger chamado John Barger (o primeiro blogueiro da história) criou o termo web log, que traduzido para o português, significa algo como registro de informações na rede, isto é, um website onde se pode acrescentar um registro de atividades (um log), como se fosse um diário virtual. Mais tarde, o blogueiro Perter Merholz fez uma brincadeira com o termo weblog em seu blog atual, criando a frase “we blog“, isto é, “nós blogamos” ,vós blogais, eles blogam.

A partir daí, o termo blog começou a ser utilizado tanto como substantivo ou verbo.

Referências:

Fonte dos ícones utilizados na imagem:

Etimologia da computação: cookie

cookie

Olá!

Na Informática, quando falamos em cookie não estamos nos referindo a deliciosa bolachinha americana (sim, sou paranaense e falo “bolacha”) com gotas de chocolate, mas sim, a um pacote de dados que é trocado entre um navegador e um website. Este pacote de dados contém informações do usuário, e é utilizado para facilitar o acesso a senhas gravadas, links clicados, preferências do usuário, entre outras. 

A origem do termo vem da referência às bolachas da sorte chinesas (cookie em inglês significa biscoito ‘bolacha’), que guardavam pedaços de papel contendo a sorte do dia da pessoa que abria a referida bolacha.

Simples, não?

Fonte: Mental Floss
Fonte: Mental Floss

Fontes: 

Etimologia da computação: bug e lag

Olá leitores!

Quando fala-se em “bug” e “lag”, sabemos que a primeira refere-se a falhas em um sistema, enquanto a segunda refere-se ao atraso nas comunicações entre computador e internet, mas qual a origem real desses termos?

Bem, antes mesmo de uma mariposa entrar no computador Mark II, em Harvard (1947), e danificar seu sistema, o termo “bug” (que significa ‘inseto’ em inglês) já havia sido usado por Thomas Edison em meados de 1878 para denotar falhas em seus inventos.
Já o termo “lag”, traduzido por alguns como “latency at game” (tempo de resposta em jogos), vem do norueguês antigo “lagga”, que significa “ir devagar”.

(Fonte: Revista Super Interessante, julho/2016, pág. 71)

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Chef Jet Pro: a impressora 3D de doces

Olá leitores!

Acompanhando as notícias do Olhar Digital no Facebook, mais uma surge para nos deixar boquiabertos: impressora 3D capaz de imprimir doces! É, olha aí a computação fazendo mágica! O propósito desta máquina – a Chef Jet Pro – é imprimir balas, chocolates e enfeites para bolos de noivas, de acordo com a matéria original na página do Olhar Digital, e por enquanto está em funcionamento na confeitaria Sugar Lab, em Los Angeles. Quando sair para compra, custará “barato” entre R$ 4.000,00 e R$ 10.000,00.

Para saber mais, leia a matéria completa no link acima, e assista ao vídeo CES: First 3D printer to make food revealed.

Idealizador da máquina, Kyle Von Hasseln. Fonte: Los Angeles Magazine
Idealizadores da máquina, Liz Von Hasseln e Kyle Von Hasseln. Fonte: Los Angeles Magazine
Doces impressos pela máquina. Fonte: Calgary Herald
Doces impressos pela máquina. Fonte: Calgary Herald
Chef Jet Pro na Sugar Lab. Fonte: The Verge
Chef Jet Pro na Sugar Lab. Fonte: The Verge

Restaurante com mesa interativa já é realidade no Brasil

Boa tarde caros leitores!

Ultimamente os jornais tem mostrado avanços tecnológicos da área da computação com muita frequência, principalmente quando se diz respeito a coisas desenvolvidas para dar mais praticidade ao dia a dia das pessoas. Assistindo ao Jornal Hoje eles mostraram algo bem interessante que já está funcionando no Brasil: um restaurante com realidade aumentada em Recife, Pernambuco, que possui mesas interativas touchscreen onde o cliente escolhe os pratos, visualiza-os em tamanho real, e pode pagar a conta da mesa mesmo! Este é o primeiro restaurante no Brasil com uma solução que surgiu em restaurantes de Londres.

Outras tecnologias foram mostradas na reportagem, como cardápios dos restaurantes e comandas de bares e baladas que estão disponíveis em forma de aplicativo para dispositivos móveis. Com os dados salvos do cartão de crédito no próprio dispositivo, pode-se pagar por meio do próprio celular, sem ter que se enfrentar filas.

Assistam a reportagem no link abaixo:

http://g1.globo.com/jornal-hoje/videos/t/edicoes/v/restaurantes-investem-em-tecnologia-para-agradar-clientes/3218836/

mesa
Mesas interativas do restaurante pernambucano. Fonte: Mundo Bit

P.S.: Não deixem de ver os comentários finais da Sandra Annenberg e do Evaristo Costa, como sempre bem humorados.

Até a próxima!